Brasil · 24 de setembro de 2026
Unicef revela que maioria dos pais vê palmada como educação, não como violência
O estudo 'É só uma palmada?', divulgado pela Unicef nesta quinta (24/9), ouviu 214 pessoas no Rio de Janeiro, em Manaus e em Recife e encontrou 91% de adesão ao diálogo como melhor método de correção, mas 49% admitiram já ter dado um tapa, 62% já gritaram e 27% já usaram outra forma de punição física, segundo o Poder360.

cobre Palito, repórter de rua — "Sério isso?!"
Tem gente que ainda separa 'educar' de 'bater' com o dedo mindinho — e uma pesquisa nova mostra por que essa linha continua tão embaçada no Brasil.
O estudo 'É só uma palmada?', divulgado pela Unicef nesta quinta (24/9), ouviu 214 pessoas entre mães, pais, cuidadores, lideranças comunitárias e profissionais da rede de proteção no Rio de Janeiro, em Manaus e em Recife. O resultado: a maioria não enxerga a agressão física 'leve' como violência, mas como ferramenta legítima de correção e ensino de respeito à autoridade. Mesmo assim, 91% dos entrevistados dizem acreditar que o diálogo é a melhor forma de corrigir um comportamento — só que 49% já deram um tapa, 62% já gritaram e 27% relataram outras formas de punição física.
Ninguém acorda querendo bater no próprio filho — a pesquisa mostra gente que queria fazer diferente e não sabe como. O problema não é falta de amor, é falta de manual. E enquanto isso não muda, a palmada continua sendo o atalho de quem não teve outro caminho ensinado.
O que muda pra vocêSe você lida com birra e não sabe por onde começar sem levantar a mão, procure orientação em posto de saúde ou Cras da sua cidade — a rede de proteção tem material sobre educação sem castigo físico.
✔ O Analítico conferiu: a pesquisa 'É só uma palmada?' da Unicef ouviu 214 pessoas no Rio de Janeiro, Manaus e Recife e encontrou 91% de adesão ao diálogo como melhor método, mas 49% já deram tapa, 62% já gritaram e 27% já usaram outra punição física, segundo o Poder360.
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