Trump resolveu que gosta tanto do Brasil que taxou nossos produtos em 25%
A negociação estava indo, digamos, mais ou menos. O vice-presidente Geraldo Alckmin tentou segurar as pontas, mas empacou em três coisas que o Brasil marcou como inegociáveis: o Pix, a tarifa do etanol e a taxação das plataformas digitais. Do lado de lá, o secretário de Comércio Howard Lutnick avisou que não tem mais período de carência. Acabou a boa vontade.
A conta assusta. A Confederação Nacional da Indústria calcula uma queda de R$ 52 bilhões nas exportações e 110 mil empregos no cenário da sobretaxa. A Fiemg vai além e projeta até R$ 175 bilhões de perda no PIB no longo prazo. Traduzindo pro seu bolso: quando uma indústria dessas tosse, quem pega a gripe é o trabalhador lá na ponta.
No fim, é aquele velho enredo. Dois países grandes se estranham numa mesa de reunião, e a fatura desce até chegar em quem menos aparece na foto. Que provavelmente é você.
