A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet anunciou neste sábado (19/9) que retira sua candidatura à Secretaria-Geral da ONU, após ficar em penúltimo lugar entre 8 candidatos numa consulta informal do Conselho de Segurança e perder o apoio do atual governo chileno, segundo o Correio Braziliense.
Queria ser a primeira mulher a comandar a ONU em 80 anos de história. Vai ter que ser outra: Michelle Bachelet jogou a toalha neste sábado (19/9), depois de ver o próprio nome murchar dentro do Conselho de Segurança.
A ex-presidente chilena foi indicada em fevereiro pelo então presidente Gabriel Boric, com apoio declarado do brasileiro Lula e da mexicana Claudia Sheinbaum. O problema veio depois: o novo presidente do Chile, o ultradireitista José Antonio Kast, retirou o apoio do país à própria candidata chilena. Numa consulta informal recente do Conselho de Segurança, Bachelet ficou em penúltimo lugar entre oito candidatos — a favorita hoje é a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett. Em vídeo, Bachelet disse que 'não se arrepende' de ter encarado o desafio.
Depois de 80 anos e vários secretários-gerais, nenhuma mulher comandou a ONU ainda. Bachelet queria mudar isso e defendia abertamente que a vaga fosse de uma latino-americana. A eleição interna da diplomacia mundial não perdoa: sem apoio do próprio país, currículo bom não segura candidatura.
✔ O Analítico conferiu: Bachelet ficou em penúltimo lugar entre 8 candidatos numa consulta informal do Conselho de Segurança da ONU antes de desistir em 19/9, segundo o Correio Braziliense.
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